segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Momento Bússola: Escapadela Romântica - TEMPUS HOTEL & SPA

21:52 Posted by Maria João*** , , , , No comments
As comemorações de três anos de namoro (e cinco de amizade) levaram Fábio e Maria a fazer uma pequena pausa nas suas vidas complicadas e desencontradas para descansar e retemperar energias.

O destino foi Oleiros, Ponte da Barca e o Tempus Hotel & Spa. Publicidade à parte (e porque ninguém nos paga/pagou) para isto, surge-nos apenas uma palavra: ESPETACULAR!

Os acessos (apesar de, no nosso caso, terem sido feitos com a preciosa ajuda do GPS) foram, na grande maioria, pela autoestrada. Não obstante o mau (correção: péssimo) tempo que se fazia sentir na passada quinta-feira no norte de Portugal, chegamos são e salvos ao hotel e, a partir daí, foi só usufruir e aproveitar o espaço.

O amplo quarto - com um sistema de entrada/saída e de iluminação/temperatura ambiente completamente eletrónico - dispunha de um gift de boas vindas (espumante), chão alcatifado, sofá e uma cama "big size", para além de uma casa de banho com excelentes condições e de uma limpeza irrepreensível.

É também de salientar, durante a estadia, a simpatia e o comportamento atencioso de todos os funcionários com quem nos cruzamos. Sempre dispostos a ajudar, é óbvio que uma das marcas do hotel é o cuidado com os clientes, para além da decoração.

Para quem quiser um programa mais caseiro, a televisão do quarto apresenta, para além dos canais vulgares, possibilidade de sintonizar rádio e um sistema de aluguer de filmes.



Para aproveitar todas as qualidades e características do hotel, o piso -1 tem uma zona de relaxe: com jacuzzi, piscina interior, banho turco e sauna. Toda esta área tem espaços de apoio, como balneários, duche e wc.

Sazonalmente, funciona também a piscina exterior, com acesso direto através dos quartos e de zona ajardinada.

O Tempus Hotel & Spa apresenta ainda um pacote de massagens e restaurante... Mas, devido ao pouco tempo disponível, não pudemos experimentar nem um nem outro, principalmente a cozinha de autor que destacam no segundo caso.

Apesar de as horas para descansar/relaxar estarem limitadas e muito reduzidas, este singelo casal fez questão de aproveitar ao máximo tudo o que estava à disposição. Foi a primeira vez que se usufruiu de um local com tantas mordomias e luxos (que até incluíram pequeno-almoço no quarto e que dava para uma família inteira)... A data merecia toda esta qualidade e nós também!

A experiência fez-nos esquecer algumas situações menos agradáveis a que nos submetemos nos últimos tempos em casas alugadas (que ficam no fim do mundo e sem metade do que tivemos aqui).
E perguntam vocês: e pontos negativos? Não há. Ou melhor: há um... o pouco tempo que nos sobrou para aproveitar tudo. Com toda a certeza: há que voltar e com muito mais disponibilidade.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Momento Literatura: PROMETO FALHAR, de Pedro Chagas Freitas


Pedro Chagas Freitas é um romântico. Um romântico incurável que, ao longo dos seus textos, nos faz acreditar no amor. No amor no seu sentido mais puro (não perfeito!). No amor dos apaixonados, dos amantes, dos amigos, pelos filhos, pelos pais.

Em "Prometo Falhar" (um conjunto de crónicas, textos, declarações apaixonadas e cartas de amor), o escritor relata histórias de paixão - mais sentimental ou carnal -, de sexo, de promessas, de dor, de perdão e de morte.

Enquanto alguns textos são meros desabafos e frases criando algum tipo de sentido, outros são artigos biográficos, no qual o leitor se pode (e deve) rever.

Quantos já não tiveram dias difíceis, discussões duras mas apaixonadas, pazes feitas com uma sessão de amor louco, desejos de voltar para uma paixão antiga e palavras de "adeus" ditas que, apesar da mágoa e dor associada, são necessárias?

"Prometo Falhar" é sobre isso. Sobre isso e muito mais. São histórias de amor, de recordações, de fotografias escritas. São histórias que agarram emoções e nos prendem até ao fim. São emoções. São retratos de relações... desde as mais preguiçosas (o estar no sofá a ouvir a chuva ou partilhar a cama) às mais atribuladas (telefonemas, mensagens ou cartas de amor em sofrimento, de paixões negadas ou escondidas, da vontade de sexo, de sentimentos irrefletidos).

Pedro Chagas Freitas escreve um pouco sobre ele e sobre cada um de nós; escreve sobre o amor, sobre o que ele nos traz, sobre o que ele nos devolve quando é vivido em pleno e sobre o que nos pode tirar com o fim, com a partida e com a morte. Abre uma ferida à flor da pele e cura-a numa fração de segundos.

"Prometo Falhar" é uma ode ao amor com o toque intimista e o estilo inconfundível do escritor.


♦♦♦
NOTA BIOGRÁFICA:

Pedro Chagas Freitas nasceu em Guimarães, no ano de 1979. Estudou Linguística na Universidade Nova de Lisboa (entre 1998 e 2002). Publicou, em 2005, a sua primeira obra literária, “Mata-me” (na apresentação, Chagas Freitas teve apenas quatro pessoas).
Em 2006, venceu o Prémio Bolsa Jovens Criadores, que lhe foi atribuído pelo Centro Nacional de Cultura e pelo Instituto Português da Juventude.
Em 2012 lançou "Eu Sou Deus" e "Ou é Tudo ou Não Vale Nada"; em 2013, lançou "In Sexus Veritas".
"Prometo Falhar", de 2014, foi um livro escrito a várias mãos: a origem foi um conjunto de sugestões deixadas pelos fãs no Facebook. E o resultado foi mais de 15 edições e de 100 exemplares vendidos.
Nas bancas já está "Queres Casar Comigo Todos os Dias, Bárbara?", a mais recente obra.

sábado, 5 de setembro de 2015

Momento Pipoca: As Mil e Uma Noites – Volume 1, O Inquieto


Neste final de Verão, Miguel Gomes (Tabu - 2012 e Aquele Querido Mês de Agosto - 2008) traz-nos uma sátira a Portugal e um retrato do que têm sido os últimos anos neste país.

Através de uma mistura entre o documentário (com base em testemunhos verídicos e a partir da realidade recente) e a ficção (uma adaptação dos contos populares árabes de "As Mil e Uma Noites" narradas pela rainha Sherazade), o realizador traça a história de um país mergulhado na austeridade. Para isto, apresenta vários capítulos que abordam a temática do desemprego, a crise económica e a ebulição social (como a que abalou os Estaleiros de Viana) e as histórias (quase inacreditáveis) da vida nas aldeias portuguesas.

Gomes não esqueceu - nem podia - a chegada da Troika a Portugal e apresenta uma possibilidade sobre a forma como foram tomadas as decisões relacionadas com os cortes orçamentais e o défice.

O filme é realista, ambicioso e bem-disposto. É uma realidade e um retrato social sobre a vida de muitos portugueses, «desempregados de condição», a quem o País nega os direitos básicos e constitucionais de acesso a trabalho, à alimentação e a condições de sobrevivência. O humor aligeira as histórias apresentadas e é uma componente fundamental...

Mas há sempre um mas e, no caso do Volume 1, este deve-se a algum exagero. Primeiro, na dose de humor utilizada no episódio da Troika (que chega a roçar a brejeirice e a badalhoquice barata). Segundo, o exagero na ruralidade apresentada no capítulo do Galo (que quase classifica Portugal como um país de terceiro mundo e pouco citadino). Estes fatores - na minha opinião, completamente desnecessários - fazem com que se perca alguma da magia do filme e levam, por vezes, a esquecer a grande qualidade que o reveste.

A obra, com cerca de seis horas no total, foi acolhida com grandes elogios e premiada internacionalmente, como, por exemplo, no Festival de Cinema de Sidney. Em Portugal, estreou no Festival de Curtas em Vila do Conde.

A longa-metragem é uma coprodução entre Portugal, Espanha, França, Suiça e Alemanha e conta com nomes como Rogério Samora, Adriano Luz, Carloto Cotta, Gonçalo Waddington, Margarida Carpinteiro, entre outros.

A estreia foi garantida em cerca de 30 países, entre eles Grécia, Espanha, Reino Unido, Japão e Brasil. Em Portugal, a segunda parte do filme, "O Desolado", estreia a 24 de Setembro. O terceiro e último volume, "O Encantado", chega uma semana depois, a 1 de Outubro.

MIL E UMA NOITES
★★★★

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Momento Pipoca: As Vantagens de Ser Invisível (2012)


Belo.
Espetacular.
Arrebatador.

Depois de "Ghost World - Mundo Fantasma" e "Juno", "As Vantagens de Ser Invisível" ("The Perks of Being a Wallflower") é o terceiro filme coming-of-age produzido por  Lianne Halfon, Russell Smith e John Malkovich.

Desta vez, seguimos Charlie Kelmeckis (Logan Lerman) - um jovem introvertido, sem amigos e com um historial de problemas psicológicos -, que se prepara para o seu primeiro ano no Liceu. Além da família, a única companhia de Charlie provém das palavras que escreve no seu díário.

No início desta nova aventura académica, o jovem tem realmente dificuldade em relacionar-se com quem quer que seja, sendo alvo de chacota por vezes. Contudo, Charlie começa a estabelecer uma boa relação com o seu professor de inglês (Paul Rudd), que repara na sua inteligência e cultura. O rapaz conhece também dois finalistas - Sam (Emma Watson) e Patrick (Ezra Miller) - e uma grande amizade nasce entre os três.

Baseado no livro de Stephen Chbosky, que, aqui, ocupa também a posição de argumentista/realizador, "Perks" retrata a luta destes jovens com os seus próprios demónios. Alguns dos temas debatidos, como a violência no namoro, a homossexualidade, o bullying, e a pedofilia, irrompem na história com um impacto impressionante. Aqui, parabéns a Chbosky e ao elenco por conseguirem criar personagens tão interessantes, com as quais nos podemos relacionar de alguma forma.

Recomendo, vivamente!

As Vantagens de Ser Invisível
★★★★★

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Momento Clave de Sol: MARÉS VIVAS # Noite 3


♫ ♪ A última noite de festival prometia, pelos nome do cartaz, ser a melhor. E as expetativas não sairam goradas...
Se os THE BLACK MAMBA não eram um nome tão sonante e atrativo, ANA MOURA já representa uma figura mais conhecida da praça!
Com um pôr-do-sol maravilhoso e com uma tarefa difícil (a de tornar o fado num estilo festivaleiro), a cantora interpretou músicas como "Búzios", "Leva-me aos fados" e, para a palminha de final de concerto, o "Desfado".
Houve ainda tempo para uma inclusão de Amália Rodrigues (com o tema "Valentim") e uma passagem por Rolling Stones - com quem Moura já fez dueto.
Uma artista portuguesa com certeza!

♫ ♪ Depois dos artistas portugueses, seguiu-se o «animal de palco» Mr. JAMIE CULLUM. O «pequenote» já é figura habitual por terras lusas e pelos festivais portugueses. Os seus espetáculos marcam, inevitavelmente, quem os vê!
Um autêntico homem dos sete instrumentos, Cullum mostrou que o que lhe falta em altura lhe sobra em sensibilidade musical e em energia.
Apesar de o tempo curto ter impedido Jamie e os seus músicos de terem brilhado ainda mais, para além dos sucessos que o tornaram mundialmente conhecido, houve ainda tempo para uma reinterpretação de Snoop Dog e de "Thing" de Amerie.
E se "Mixtape" já é uma bomba em qualquer youtube, rádio ou spotify, ao vivo a música ainda um tom mais especial... e apetece tocá-la em loop e dançar na praia até o sol nascer!

♫ ♪ A grande faixa de festivaleiros entusiasmados eram fãs dos THE SCRIPT. Os irlandeses tiveram um grupo de seguidores portugueses em peso no Marés Vivas.
E, não obstante não serem o nome com mais força nem cujas músicas eram, para mim, as mais conhecidas, a banda deu um grande concerto e mostrou porque foram confirmados para o festival nortenho logo após o concerto de 01 de Abril no MEO Arena.
Desde o início apoteótico até ao último acorde, os sons mais familiares levaram o público a um estado a roçar o histérico.
Com "The Man who can't be moved" "Breakeven", "Superheroes" ou "For the first time", Danny O'Donoghue e os seus rapazes provam que o estilo comercial que aparentam facilmente é testado e aprovado em cima de palco...
... ou fora dele, uma vez que o vocalista dos The Script fez do público da bancada patrocinada pela CGD o cenário de uma parte do espetáculo!
E, a comprovar pela agenda (depois do norte de Portugal, os irlandeses passarão pela Hungria, Osaka, Áustria, Reino Unido e Alemanha), a banda vai continuar a estar na "Hall of Fame". E o público lamentou quando tudo acabou. Como cantam os THE SCRIPT, "together We Cry" pelo fim do concerto e, automaticamente, pelo fim do festival.