Mostrar mensagens com a etiqueta Devaneios. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Devaneios. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Devaneio por MARIA JOÃO: Coisas de namorada

23:20 Posted by Maria João*** , No comments

Mais um dia seis. Mais um dia de festejo e, desta vez, são trinta e oito meses. 1140 dias de amizade, cumplicidade e amor. 27360 horas entre filmes, futebol, sofá e passeios por Portugal - com a descoberta de locais que ficam registados na memória, em fotografias e, sobretudo, no coração!

Não escondo que, quando esta relação se iniciou, não previa que fosse correr bem. As incertezas eram em maior número do que as garantias. Não te conhecia, nada (ou pouco) sabia sobre ti. Não sabia se o passar do tempo seria a nosso favor... Tinha receio (não por ti mas por mim). Enganei-me redondamente. Não só nos temos aguentado firme como, a que dia que passa, temos mais motivos para nos sentirmos fortalecidos (e felizes, creio eu!).

Não podia ter pedido melhor companheiro para a vida. Sempre carinhoso e a mimar-me com frequência; sempre preocupado com o meu bem-estar; sempre atento aos meus sinais, mesmo que os tente disfarçar; sempre cúmplice e amigo, nos bons e maus momentos; sempre esforçado, na vida pessoal e profissional.

Nestes três anos, não me arrependo de nada. "Ganhei-te" a ti, ganhei uma (segunda) família, que sempre me acolheu com carinho e com o maior conforto. Ganhei, principalmente, o meu sorriso. Não só pela cerca metálica que instalei (para não me roubarem os dentes!) como por tudo o que me tens dado e que tenho conquistado a teu lado.

Segurança, maturidade, vontade em construir um futuro sólido, em ser mais e melhor todos os dias. Essa vontade de te surpreender com boas ações e fazer valer ouro cada momento a teu lado. De te fazer sentir que vale a pena. De fazer sentir que valeu a pena almoçares comigo naquele dia 6... que vale a pena o esforço que fazemos (individualmente e juntos) para crescermos, evoluirmos e ultrapassar obstáculos.

AMO-TE! A tua aprendiz de cinema e mentora de música quer continuar a poder declarar-se a ti todos os dias e dar motivos para continuares a gostar de mim. Dá-me a mão, agarra-me com força e vamos continuar, lado a lado, a conquistar o mundo. O nosso mundo!



NOTA 1: depois deste texto, quero muito mimo!

NOTA 2: sim, eu aceito! (não, não estou a falar [ainda] do pedido de casamento... mas estou a falar de ver os filmes do Star Wars)

NOTA 3: depois da nota 2, quero ainda mais mimo! :)

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Devaneio por FÁBIO SILVA: Coisas de namorado

18:17 Posted by Fábio Silva No comments

Hoje, era suposto escrever uma crítica ao filme "A Teoria de Tudo", um dos nomeados ao Óscar de Melhor Filme. No entanto, trago este pequeno devaneio, sob a pele de um namorado apaixonado.

Dois anos e três meses. O tempo que passou desde que dei um passo em frente e convidei uma rapariga muito especial para fazer parte da minha vida. Ela aceitou e os meus dias tornaram-se infinitamente melhores.

Ontem, fui ter com ela ao seu local de trabalho. Subi, abri a porta e sentei-me numa cadeira enquanto esperava que a namorada acabasse de organizar as suas tarefas para irmos passear.

É fascinante, como fiquei vidrado nela enquanto esperava. Ela falava ao telefone para dar um recado e sorria. Foquei-me naquele sorriso e pensei na sorte que me abençoara por ter aquela pessoa a meu lado. Aquela que, para o meu coração, é a mulher mais bonita do mundo e a minha cara-metade. Sim, porque nem todos têm a sorte de encontrar o par perfeito na sua vida. Este rapaz, que nunca atraiu vivalma, encontrou a sua à primeira e, depois de mais de dois anos com ela, nada mais deseja do que continuar a merecer o seu amor.

Estar numa relação pode ser complicado, mas tudo fica mais facilitado na companhia da pessoa certa. Espero continuar a ser merecedor do teu coração porque do meu terás sempre o maior carinho e dedicação. Obrigado, por tudo o que me deste, dás e virás a dar. Amo-te!

domingo, 19 de janeiro de 2014

Devaneio por MARIA JOÃO: Corações "vezes milhe"

22:28 Posted by Maria João*** No comments
Tinha tudo para ser mais uma tarde de domingo. No mínimo, aborrecida. Com chuva, frio e programação parola na televisão... Mas não foi.

Foi mais uma tarde de domingo em que o sofá se tornou o nosso lar e o cobertor aqueceu o corpo e a alma. E as tuas palavras sussurradas ao ouvido aqueceram-me o coração. E, a pouco e pouco, o teu abraço fortaleceu o sentimento. E o quanto eu gosto do teu abraço. E do teu beijo. E de te dar a mão. E de estar junto a ti...

Sentir a respiração ofegante e sentir que partilhamos, ali, um pouco mais do que sou, do que tu és, do que somos. Olhar-te nos olhos e senti-los a transbordar de boas energias, de querer estar junto. Mais e sempre mais.

A cada tarde, a cada filme, a cada brincadeira, a cada abraço, a cada carícia, a cada beijo, a cada olhar e cada toque. O que nos une faz-se assim. E assim me faz pensar no presente, no porto de abrigo que tenho todos os dias. O meu apoio. A teu lado. E faz-me pensar no amanhã a que muitos chamam futuro, mas a que eu prefiro chamar "nosso". Porque é meu. Porque é teu. Porque é construído passo a passo, lado a lado, em cada pedacinho, em cada simplicidade.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Devaneio por MÁRIO AUGUSTO

22:35 Posted by Maria João*** No comments
«Para uma verdadeira estrela, os sonhos são aquilo em que se acredita, e os medos são simples desafios. A mais autêntica de entre todas as estrelas é a que toca os outros com o seu encanto, é a que ajuda e partilha, é a estrela da humildade e do trabalho, é a estrela do respeito e da dedicação, é a que sonha e faz sonhar. Mas é, sobretudo, aquela que tem a coragem de tentar conquistar o impossível e que não desiste de lutar todos os dias para que o seu brilho seja eterno (...) Ser uma "estrela" só depende de nós e, acima de tudo, dessa sublime capacidade para acreditar, para conquistar, para ser feliz (...) E faça o favor de tornar a sua vida num filme. Se possível, numa comédia romântica com final feliz.» 


Mário Augusto 

IN: "Bastidores de Hollywood" - pág. 9

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

terça-feira, 14 de agosto de 2012

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Devaneio por GABRIEL GARCIA MARQUÉZ

16:57 Posted by Maria João*** No comments

“Se por um instante Deus se esquecesse que sou uma marioneta de trapo e me oferecesse mais um pouco de vida, não diria tudo o que penso, mas pensaria tudo o que digo.
Daria valor às coisas não pelo que valem, mas pelo que significam.
Dormiria pouco, sonharia mais.
Entendo que por cada minuto que fechamos os olhos, perdemos 60 segundos de luz.
Andaria quando os outros param, acordaria quando os outros dormem.
Ouviria quando os outros falam e como desfrutaria de um bom gelado de chocolate…
Se Deus me oferecesse um pouco de vida, vestir-me-ia de forma simples, deixando a descoberto não apenas o meu corpo, mas também a minha alma.
Meu Deus, se eu tivesse um coração, escreveria meu ódio sobre gelo e esperava que nascesse o sol.
Pintaria com um sonho de Van Gogh as estrelas de um poema de Benedetti, e uma canção de Serrat seria a serenata que oferecia à Lua.
Regaria as rosas com minhas lágrimas para sentir a dor dos seus espinhos e o beijo encarnado das suas pétalas…
Meu Deus, se eu tivesse um pouco mais de vida, não deixaria passar um só dia sem dizer às pessoas de quem gosto que gosto delas.
Convenceria cada mulher ou homem que é o meu favorito e viveria apaixonado pelo Amor.
Aos Homens, provar-lhes-ia como estão equivocados ao pensar que deixam de se apaixonar quando envelhecem, sem saberem que envelhecem quando deixam de se apaixonar.
A uma criança dar-lhe-ia asas, mas teria de aprender a voar sozinha.
Aos velhos, ensinar-lhes-ia que a morte não chega com a velhice, mas sim com o esquecimento.
Tantas coisas aprendi com vocês Homens…
Aprendi que todo o mundo quer viver em cima de uma montanha, sem saber que a verdadeira felicidade está na forma de subir a encosta.
Aprendi que quando um recém-nascido aperta com sua pequena mão, pela 1ª vez, o dedo de seu pai, o tem agarrado para sempre.
Aprendi que um Homem só tem direito a olhar outro de cima para baixo quando vai ajudá-lo a levantar-se.
São tantas as coisas que pude aprender com vocês, mas não me hão-de servir realmente de muito, porque quando me guardarem dentro dessa maleta, infelizmente estarei a morrer…”

Gabriel Garcia Marquéz

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Devaneio por MARIA JOÃO: É duro

20:14 Posted by Maria João*** No comments
É duro quando perdemos alguém. Ainda é mais duro quando perdemos alguém que gostamos... Por vezes, pensamos e agimos como se estivéssemos no mundo de passagem. Algo que não podia ser mais errado: estamos neste mundo, temos uma função e devemos cultivar o que nos faz bem. Como os amigos por exemplo.
E não, amigos não são aqueles conhecidos que vos ligam de vez em quando para tomar um café. Amigo não é aquele que só sai numa noite qualquer para uma discoteca. Amigo é alguém que caminha ao nosso lado, que compartilha alegrias e que liga ou manda mensagem nos dias de tristeza e insiste em ficar do nosso lado, mesmo quando temos a certeza de que não somos boa companhia. Amigo é alguém que se orgulha do nosso percurso, não só das vitórias mas também dos obstáculos que ultrapassamos, com a ajuda desse ser que permanece do nosso lado, dando algo que a vida tem de precioso: uma amizade.
E amizade não é aquela que está dependente de horários. Amizade é algo sem futilidades, sem rodeios, cheia de vida e humildade. Assim se vê uma verdadeira amizade.
E quando se magoa esse amigo? O tal amigo? O melhor a fazer é reconhecer os erros e tentar recompor a asneira feita. Não tentar apagar, mas tentar recuperar a confiança e sinceridade perdida. E o que mais custa é quando, mesmo depois do máximo de esforços feitos, não se consegue ter o sorriso desse amigo de volta. Esse sorriso que já curou tantas feridas. Tantas mágoas. Tantas dores.
Há pessoas que passam na nossa vida. Há pessoas que ficam apenas. E há pessoas que marcam. E devemos lutar por quem gostamos para que permaneçam na nossa vida e nos marquem. E devemos fazer com que nós também fiquemos marcados nas vidas das pessoas.
Erros todos cometemos. Somos humanos, é certo. Mas devemos ser humanos o suficiente para saber admitir de quem gostamos, quem nos faz feliz, quem nos faz falta. E tu, meu amigo, meu precioso amigo, meu melhor amigo, fazes-me muita falta. Falta demais para te ver partir sentindo-me inútil. Prometi fazer o que estava ao meu alcance para não te deixar ir.
Agarra-me a mão. Isso. Com força. Deixa-me abraçar-te. E dizer-te que estou aqui, como antes. Como sempre. E para sempre talvez.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Devaneio por MARIA JOÃO VIEIRA: Hoje preciso

20:13 Posted by Maria João*** No comments
Hoje preciso de ti. Preciso de ti mais do que precisei. Preciso de um abraço. Um simples abraço, que tanto significa. Preciso de sentir que vales mais do que me mostras. Que és mais do que um número na minha agenda telefónica, por onde o meu dedo teima em ficar... Preciso de sentir o teu calor, a tua presença, mais do que quando olho para os presentes que me deste e teimam em ficar na estante, mesmo nos dias mais difíceis.
Às vezes penso em partir tudo, em rasgar as fotos, em queimar os presentes. Mas sou fraca para isso. Talvez não seja eu que seja fraca. Talvez o meu amor por ti seja demasiado forte para o fazer. Sei que me arrependeria, até porque as melhores prendas são as memórias guardadas no coração, que nenhum aspirador pode limpar, que nenhuma borracha pode apagar.
PRECISO. De ti. E preciso muito. Preciso do teu abraço, dos teus mimos, do teu carinho, de sentir que sou importante. Preciso de te ouvir dizer que queres ficar comigo. E preciso de sentir que é verdadeiro, que o vai ser mesmo quando tiver uns quilos a mais, umas rugas na face, quando for uma velha idiota, chata, diabética.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Devaneio por JOSÉ LUÍS PEIXOTO

15:59 Posted by Maria João*** No comments

«As canções e os poemas ignoram tanto acerca do amor. Como se explica, por exemplo, que não falem dos serões a ver televisão no sofá? Não há explicação. O amor também é estar no sofá, tapados pela mesma manta, a ver séries más ou filmes maus. Talvez chova lá fora, talvez faça frio, não importa. O sofá é quentinho e fica mesmo à frente de um aparelho onde passam as séries e os filmes mais parvos que já se fizeram. Daqui a pouco começam as televendas, também servem.
Havemos de engordar juntos.»


José Luís Peixoto, in: Amor Burguês

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Devaneio por MARIA JOÃO VIEIRA: Eu não sou...

15:23 Posted by Maria João*** No comments
Sei que não sou perfeita. Sei bem que estou muito longe disso. Mas todo o ser humano foi feito com imperfeições, defeitos, vícios, virtudes. A perfeição não faz sentido em seres que foram feitos para serem aperfeiçoados ao longo da vida. Como diria William Somerset Maugham, «A perfeição tem um grave defeito: tende a ser enfadonha», ou seja, até a perfeição tem incorrecções.
A ideia de Fernando Pessoa, resume tudo o que foi dito aqui até agora: «Adoramos a perfeição, porque não a podemos ter; repugná-la-íamos, se a tivéssemos. O perfeito é o desumano, porque o humano é imperfeito.»
Nunca quis ser perfeita, até porque sei que não a posso alcançar. O mais que posso fazer é aproximar-me dela. Mas nem por isso deixo de por o máximo de mim em tudo o que faço.

Quanto ao que pensam de mim? Tenho defeitos, sim. Muitos diga-se. Mas gosto de pensar que os meus defeitos são uma forma de me diferenciar de todos os restantes habitantes deste planeta. Até posso acabar o dia com mau-feitio, mas acordo sempre com um sorriso, à espera de que o dia seja risonho e feliz, o mais possível. O meu abraço pode não ser o mais apertadinho, mas é sincero. Sempre. Posso não beijar bem, mas quando o faço é sentido. Posso não vestir bem, mas uso aquilo com que me sinto bem e confortável. Não tenho os dentes alinhadinhos nem uso aparelho, mas sei que um sorriso na hora certa conforta pessoas e move o mundo. Posso ser insegura, mas sei que é uma marca de mágoa do passado que ninguém apagará, por muito que o presente valha a pena. Posso até ser ciumenta, mas sempre ouvi dizer que quem gosta tem medo de perder. Posso não ter muito para dar (principalmente a ti, que ocupas o meu coração), mas sei que tenho o mais precioso de mim: um amor incondicional, verdadeiro, fiel e amigo, que poderia mover o mundo e ultrapassar barreiras.
Parece que a minha perfeição imperfeita não chega para ti. Fica-me, pelo menos, a satisfação da minha genuinidade que ninguém pode mudar e que vale por todas as falsidades deste mundo, onde cada vez mais se fazem as vontades aos outros ou em que as pessoas se tornam máquinas do que os outros querem que elas sejam.
Eu não sou um pacote de uma massa instantânea, em que se mistura leite ou água e vai ao forno, ficando igual a tantos outros produtos, que se adquirem num supermercado qualquer. Eu sou alguém, com sentimentos, mágoas, desejos, sonhos, virtudes e defeitos. Parte de ti escolheres os ingredientes que misturas. Convém serem os certos. O bolo pode crescer. Mas também pode ficar tão intragável que tens de deitar fora e esquecer que alguma vez o fizeste.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Devaneio por VLADIMIR MAIAKOVSKI

15:12 Posted by Maria João*** No comments
«Amar não é aceitar tudo. Aliás: onde tudo é aceite, pode desconfiar-se que há falta de amor»

Quem o diz é Vladimir Maiakovski. Como o senhor está tão certo nas palavras que usa. Amar alguém é muito mais do que dizer 'sim' ou 'não' a todas as acções ou opiniões sem questionar. E não se tome questionar por discutir. Por desconfiar. Mas sim questionar no sentido de opinar, de dialogar. Não é por o outro ser a pessoa amada que não se pode questionar. É a pessoa amada, não é o ''senhor sabe-tudo'' ou o deus na terra.
Para mim, há muita gente que aceita tudo o que o outro diz ou faz, só porque acha que namorar e amar é fazer isso e porque tem medo de perder o outro. Mas mais do que perder o outro, há que ter consciência que por se amar não se pode perder o sentido crítico. Não nos podemos perder a nós mesmos.
Sinceramente, acho que quando criticamos ou chamamos o outro à atenção é porque lhe queremos bem, cada vez melhor. Se não gostássemos, nem nos preocuparíamos a perder tempo a chama-lo à razão. E chamar à razão por uma atitude ou expressão, não é mudar o outro à nossa imagem e semelhança. É apenas uma forma de contornar o lado crítico e defeituoso do ser humano.
Concordar em tudo é tomar uma atitude de descrédito e dormência. Discordar é mau feitio e ser do contra. Questionar o que não se aceita à partida é uma forma de investir nas relações humanas, principalmente no amor, que tão mal definido e sentido está.
Não poderia concordar mais com Vladimir: quem tudo aceitar e quem com tudo concordar tem falta de amor. Não só pelo outro. Mas principalmente por si mesmo. Só criando pontos de choque em atitudes e opiniões diferentes conhecemos realmente quem temos a nosso lado mas, sobretudo, dentro de nós. *

sábado, 16 de julho de 2011

Devaneio por MARIA JOÃO VIEIRA: Estavas comigo

16:47 Posted by Maria João*** No comments
Estavas comigo. Mas, por vezes, sentia-me mais sozinha do que contigo. Estavas lá? Nem dava conta. Segui o meu caminho. Parece que era ficar longe. De ti, de nós. De tudo o que tínhamos construído, com esforço e dedicação, com obstáculos, barreiras. Algumas duras, mas não inultrapassáveis. Uníamos as mãos e tudo parecia mais fácil.
Seguiu cada um o seu rumo, a sua estrada. Estrada essa que, para mim, parecia cada vez mais longa e deserta. Deserta de amor, carinho, compreensão. Compreensão essa que fui encontrando noutras palavras e noutros braços que não os teus.
A certa altura, senti que fazer desvios em cima de desvios, cruzando estradas e sentimentos que nunca conheci não era solução. Voltar para trás não era fácil, mas nunca esteve fora de questão. Recomeçar do zero não fazia sentido depois de todas as provas que demos aos outros e, mas sobretudo, a nós mesmos. Conhecer outro corpo e abraço que não teu não era justo para os meses que ficaram para trás e para o que se viveu neles.

Começou tudo a fazer mais sentido. As águas ficaram mais calmas e claras, comecei a ver contornos da outra margem. Mas a distância ainda era longa. A distância que me separava de terra firme, de ti. Como construção de legos, tudo parecia começar a encaixar, finalmente. Mas parece também que não era o suficiente. Em tempos foi. Mas parece que não chega. Falta mais. Claro que uma construção segura e resistente não se faz com dois pedaços de plástico. Não se faz com dois pedaços de mundo apenas, quando o planeta que nos rodeia é bem mais complexo do que pedaços de plástico que se encaixam... Mas há as duas peças mais importantes: tu e eu. Basta construirmos o que quisermos que seja o (nosso) mundo.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Devaneio por MARIA JOÃO: Amor e Guerra

15:49 Posted by Maria João*** 1 comment
Amor é como a guerra. É fácil de começar e difícil de acabar. Carregam-se as armas, dispara-se em todas as direcções, mas quando chega a hora de declarar cessar-fogo, ninguém quer ser o primeiro. Ninguém quer baixar as armas primeiro, socorrer o ferido ou fazer alianças. Tem-se medo de se ser traído pelo companheiro ou que o adversário use tácticas que não podemos usar. Caiam bombas, mandem aviões. Abanem lenços brancos no ar. Mas não reclamem paz enquanto não forem capazes de a construir.

(Ninguém pode pedir ao outro mais do que aquilo que pode dar)


"Jamais defendi a guerra, excepto como meio de paz." (Ulysses Grant)