domingo, 19 de janeiro de 2014

Devaneio por MARIA JOÃO: Corações "vezes milhe"

22:28 Posted by Maria João*** No comments
Tinha tudo para ser mais uma tarde de domingo. No mínimo, aborrecida. Com chuva, frio e programação parola na televisão... Mas não foi.

Foi mais uma tarde de domingo em que o sofá se tornou o nosso lar e o cobertor aqueceu o corpo e a alma. E as tuas palavras sussurradas ao ouvido aqueceram-me o coração. E, a pouco e pouco, o teu abraço fortaleceu o sentimento. E o quanto eu gosto do teu abraço. E do teu beijo. E de te dar a mão. E de estar junto a ti...

Sentir a respiração ofegante e sentir que partilhamos, ali, um pouco mais do que sou, do que tu és, do que somos. Olhar-te nos olhos e senti-los a transbordar de boas energias, de querer estar junto. Mais e sempre mais.

A cada tarde, a cada filme, a cada brincadeira, a cada abraço, a cada carícia, a cada beijo, a cada olhar e cada toque. O que nos une faz-se assim. E assim me faz pensar no presente, no porto de abrigo que tenho todos os dias. O meu apoio. A teu lado. E faz-me pensar no amanhã a que muitos chamam futuro, mas a que eu prefiro chamar "nosso". Porque é meu. Porque é teu. Porque é construído passo a passo, lado a lado, em cada pedacinho, em cada simplicidade.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Devaneio por MÁRIO AUGUSTO

22:35 Posted by Maria João*** No comments
«Para uma verdadeira estrela, os sonhos são aquilo em que se acredita, e os medos são simples desafios. A mais autêntica de entre todas as estrelas é a que toca os outros com o seu encanto, é a que ajuda e partilha, é a estrela da humildade e do trabalho, é a estrela do respeito e da dedicação, é a que sonha e faz sonhar. Mas é, sobretudo, aquela que tem a coragem de tentar conquistar o impossível e que não desiste de lutar todos os dias para que o seu brilho seja eterno (...) Ser uma "estrela" só depende de nós e, acima de tudo, dessa sublime capacidade para acreditar, para conquistar, para ser feliz (...) E faça o favor de tornar a sua vida num filme. Se possível, numa comédia romântica com final feliz.» 
★

Mário Augusto 

IN: "Bastidores de Hollywood" - pág. 9

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

terça-feira, 14 de agosto de 2012

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Devaneio por GABRIEL GARCIA MARQUÉZ

16:57 Posted by Maria João*** No comments

“Se por um instante Deus se esquecesse que sou uma marioneta de trapo e me oferecesse mais um pouco de vida, não diria tudo o que penso, mas pensaria tudo o que digo.
Daria valor às coisas não pelo que valem, mas pelo que significam.
Dormiria pouco, sonharia mais.
Entendo que por cada minuto que fechamos os olhos, perdemos 60 segundos de luz.
Andaria quando os outros param, acordaria quando os outros dormem.
Ouviria quando os outros falam e como desfrutaria de um bom gelado de chocolate…
Se Deus me oferecesse um pouco de vida, vestir-me-ia de forma simples, deixando a descoberto não apenas o meu corpo, mas também a minha alma.
Meu Deus, se eu tivesse um coração, escreveria meu ódio sobre gelo e esperava que nascesse o sol.
Pintaria com um sonho de Van Gogh as estrelas de um poema de Benedetti, e uma canção de Serrat seria a serenata que oferecia à Lua.
Regaria as rosas com minhas lágrimas para sentir a dor dos seus espinhos e o beijo encarnado das suas pétalas…
Meu Deus, se eu tivesse um pouco mais de vida, não deixaria passar um só dia sem dizer às pessoas de quem gosto que gosto delas.
Convenceria cada mulher ou homem que é o meu favorito e viveria apaixonado pelo Amor.
Aos Homens, provar-lhes-ia como estão equivocados ao pensar que deixam de se apaixonar quando envelhecem, sem saberem que envelhecem quando deixam de se apaixonar.
A uma criança dar-lhe-ia asas, mas teria de aprender a voar sozinha.
Aos velhos, ensinar-lhes-ia que a morte não chega com a velhice, mas sim com o esquecimento.
Tantas coisas aprendi com vocês Homens…
Aprendi que todo o mundo quer viver em cima de uma montanha, sem saber que a verdadeira felicidade está na forma de subir a encosta.
Aprendi que quando um recém-nascido aperta com sua pequena mão, pela 1ª vez, o dedo de seu pai, o tem agarrado para sempre.
Aprendi que um Homem só tem direito a olhar outro de cima para baixo quando vai ajudá-lo a levantar-se.
São tantas as coisas que pude aprender com vocês, mas não me hão-de servir realmente de muito, porque quando me guardarem dentro dessa maleta, infelizmente estarei a morrer…”

Gabriel Garcia Marquéz