domingo, 8 de fevereiro de 2015

Momento Bússola: "Havemos de ir a Viana!"

22:47 Posted by Maria João*** , , , No comments


O passeio de domingo levou-nos a um dos topos de Portugal... mas não nos fez perder o Norte.

Carro pronto, uma boa banda sonora e o GPS alinhado. Uma paragem em Vila do Conde, uma passagem na Póvoa do Varzim, uma foto em Esposende.

Depois disso, Viana do Castelo. A cidade atlântica. Acessos um tanto ou quanto complicados, uma cidade demasiado adormecida para um domingo à tarde. Mas o passeio pela marginal foi bonito, tanto como as vistas por lá, como olhar de perto para o Navio-Hospital Gil Eannes, ou a passagem pela Ponte Eiffel.

Um shopping com os pilares assentes na estação ferroviária, o Centro de Congressos em cima do rio, as ruas estreitas e com muito para descobrir.

E, claro, não podia faltar Santa Luzia. O Santuário - cuja construção foi concluída em 1959 - é o cartão de visita da cidade e tem uma envolvente ímpar. Os acessos são fáceis e o templo-monumento é ainda servido pelo Elevador/Funicular.

Uma paisagem de cortar a respiração (a partir do miradouro e do zimbório), onde Portugal Continental se une à água azul, e com a melhor vista de 360º sobre a cidade. Toda uma escadaria para namorar e com direito a conhecer o gato do padre.
Citando Amália Rodrigues,
«Ó meu amor de algum dia
Havemos de ir a Viana
Se o meu sangue não me engana
Havemos de ir a Viana»


E como o longe se faz perto, houve gasolina para fazer os quilómetros que distanciam Viana de Ponte de Lima. Com muito mais vida nas ruas, foi bonito o passeio que se fez pelas ruas desta vila.

O fim-de-tarde iluminou a bonita ponte sobre o Rio Lima e nem as baixas temperaturas tiraram a luz que o Norte erradia. Decorria também a "Feira do Porco e as Delícias do Sarrabulho", deixando no ar um conjunto de sons, cheiros e sorrisos que aconchegaram o coração.

A viagem trouxe-nos de volta ao Porto e ao desassossego da semana, mas as farturas pelo caminho serviram para antecipar o jantar!


★★★★★ NOTA POSITIVA: A vista deslumbrante do Santuário de Santa Luzia sobre a cidade de Viana do Castelo.
★ NOTA NEGATIVA: A pacatez nas ruas vianenses e a estupidez de alguns condutores portugueses.

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Momento Pipoca: Marvel Cinematic Universe - Fase 1

Foto: HD Wallpapers
Depois da Maria João dar a sua opinião sobre "Whiplash", chegou a altura de dar o meu primeiro contributo para o Songs and Popcorns. Desta vez, falaremos de super-heróis!

Apesar da Marvel dar a sua cara na Sétima Arte há já vários anos, o seu Universo Cinematográfico (MCU) - com filmes criados pela Marvel Studios e não por outras companhias - teve o seu início em 2008. E falamos num mundo interligado, onde nenhum filme é independente da dimensão onde decorrem os restantes. Isto lançou um novo modelo no género, esquema esse que outras entidades (DC Comics/Warner Bros, Sony e FOX) estão a tentar implementar, mas sem a organização que a Marvel tem demonstrado. Isto não significa que tais universos não venham a ter qualidade, exceto o da Sony, claro (conseguiram estragar a série "Homem-Aranha" duas vezes).

Vamos então avaliar a Fase 1 do MCU (2008-2012), a que tudo começou.

O milionário que, afinal, tem coração.

A ideia não podia ter começado de melhor forma. Estavamos em 2008 e "Homem de Ferro" acabava de chegar aos cinemas. O filme foi um êxito entre os críticos e um sucesso de bilheteira. Robert Downey Jr. interpretava, de forma brilhante, Tony Stark, um milionário egocêntrico, dono da maior empresa de armamento do mundo, No entanto, o seu mundo pessoal acabaria por ruir depois de ser raptado por forças terroristas no Médio-Oriente e ter a vida ameaçada com estilhaços a tentar penetrar no seu coração. Obrigado a construir uma poderosa arma, viria a inventar um fato revolucionário, cujo objetivo era ajudá-lo a escapar dos seus captores. A experiência corre quase na perfeição e a atitude de Stark para com as suas ações.

"Homem de Ferro" lançou as bases do MCU e continua a estar entre os melhores filmes deste universo. A sequela não conseguiu manter a mesma qualidade, mas continua a ser uma obra de bom entretenimento.

Redimir o monstro verde

Também em 2008, surge "O Incrível Hulk", com Edward Norton no papel de Bruce Banner. O filme mais sério da fase 1 é também um dos menos divulgados. Não teve grandes retornos na bilheteira e os críticos não ficaram tão entusiasmados como em "Homem de Ferro",

Apesar de não ser tão bom como a rampa de lançamento do MCU, "Hulk" é melhor que a adaptação de 2003, realizada por Ang Lee. Norton é bom no papel Bruce Banner, um homem que, vítima de um acidente com raios gama, se transforma num monstro agressivo. Liv Tyler, apesar de poder ser melhor, é uma Betty Ross que cumpre, face ao que lhe dão para fazer. A Tim Roth também deveria ter um pouco mais de desenvolvimento como Emil Blonsky mas, face a outros vilões, o seu tempo de ecrã e as motivações que movem a personagem são satisfatórias.

Tenho pena que só Banner/Hulk tenham transitado para outros filmes e que Betty Ross e o seu pai, o General Thunderbolt Ross, tenham caído no esquecimento dos produtores.

A Marvel expande-se

"Thor", lançado em 2011, é o filme menos conseguido da Fase 1. Entretem bastante, tem ideias e personagens interessantes e um dos melhores vilões do MCU. No entanto, há algo no argumento e realização - o humor um pouco excessivo e sem sentido e algumas personagens menos interessantes - que o deixam abaixo dos demais e que a sequela não conseguiu corrigir, muito pelo contrário.

Chris Hemsworth veste a pele de Thor, um asgardiano - seres extraterrestres, de Asgard, que dominam e protegem os nove reinos, entre os quais, a Terra. Devido à sua natureza combativa e um pouco imatura, Thor provoca o reatar de uma guerra antiga e é expulso para Midgard (Terra). Aqui, terá de se habituar aos costumes dos humanos, na companhia de Jane Foster (Natalie Portman) e seus companheiros, enquanto Loki (Tom Hiddleston) procura dominar Asgard.

Com "Thor", a Marvel inicia a sua expansão para o universo cósmico (que tem o seu pleno em "Guardiões da Galáxia") e aumenta o leque de possibilidades para o futuro do MCU.

Regressar ao passado

O último filme a "solo" da Marvel Studios é "Capitão América: O Primeiro Vingador". Nesta obra, voltamos à II Guerra Mundial. Aqui, seguimos Steve Rogers (Chris Evans), um jovem com uma estrutura corporal fraca, mas um espírito fortíssimo e um bom coração.

Rogers toma parte numa experiência para criar um exército de super-soldados. Apesar do teste correr bem, o protagonista acaba por ser o único a ter estas capacidades e torna-se no Capitão América, uma espécie de atração turística para o povo americano. Mas Steve quer fazer mais pela sua nação.

"Capitão" volta a colocar o MCU no bom caminho. Evans cumpre o seu papel e é acompanhado por um bom grupo de atores, onde se destacam Haley Atwell, Dominic Cooper, Stanley Tucci, Hugo Weaving e Tommy Lee Jones. O filme não é perfeito, mas é bom o suficiente para nos deixar a ansiar o climax desta Fase 1.

O culminar de tudo

Joss Whedon tinha nas mãos a enorme responsabilidade de juntar, num único filme, todos os heróis que tinham sido apresentados anteriormente. A balança pendia para os dois lados: ou o filme era um sucesso, ou um perfeito desapontamento ("Homem-Aranha 3" tinha deixado uma má impressão quanto a obras com muitos heróis/vilões de peso). "Os Vingadores" superou todas as expectativas!

Whedon conseguiu encontrar o equilíbrio para todos os heróis, desenvolvendo-os ainda mais, criou uma verdadeira ameaça que os obrigasse a unir esforços e ainda arranjou tempo para um terceiro ato que é um hino ao género da banda-desenhada , Isto tudo em 140 minutos, Uma obra notável.

O último filme da Fase 1 conseguiu centrar todas as atenções no que a Marvel trouxera e e ainda poderia dar no futuro.

Com "Os Vingadores", fecha-se a era das chamadas histórias de origem. Daqui em diante, os filmes viriam a focar-se mais na história presente e futura, deixando as raízes das personagens para segundo plano, mas sem nunca as esquecer ("Guardiões" é um bom exemplo disso).

A Fase 1 do Universo Cinematográfico da Marvel veio despertar uma nova corrida ao investimento nos super-heróis, Por enquanto, a empresa da Disney continua na frente. A DC Comics tenta apanhar o comboio mas, como o lançamento do seu universo foi tão repentino, teremos que esperar pelo desenrolar dos seus lançamentos.

Por enquanto, a Fase 2 do MCU já está a terminar. Com os seus altos e baixos, fecha em 2015 com "Os Vingadores: A Era de Ultron" e "Ant-Man". Será que fechará com chave de ouro? Quem sabe...

Classificação:
★★★★

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Momento Pipoca: WHIPLASH

22:34 Posted by Maria João*** , , , No comments
Quem vê o trailer de “Whiplash” não vê, à partida e naqueles cerca de 120 segundos, nada que desperte a atenção nem que imagine o que está reservado para os 107 minutos de duração do filme.

“Whiplash” é um filme musical. Intenso. Tão intenso como as personagens que representam os papéis prinicipais. Não os imagino entregues a outros atores.

A história contada é a de Andrew (Miles Teller, "Divergent" e "21 and over"), um promissor baterista que luta para chegar a um lugar de topo na música jazz. Mas esta luta envolve um misto de concorrência e muito trabalho árduo, com gritos, suores e sangue à mistura.

O professor do Conservatório, Fletcher, (J.K.Simmons, "Spider-Man") é o balde de água fria a cada passo que o jovem Andrew dá, duvidando das capacidades e colocando em causa cada nota entoada na bateria.

Esta personagem arrogante (e que em muito se associa à palavra "mentor") é motivo de uma nomeação para os Óscares, como ator secundário. A distinção é merecida, tal a interpretação e intensidade que se sente a cada palavra proferida e os sentimentos que desperta nos espetadores.

O filme é uma autêntica surpresa, a cada pedaço de tela. E não há lugar para desafinações. Aquilo que parece uma premissa básica, sem grandes rodeios, dá lugar a uma envolvência que só termina com os últimos minutos de filme. (Sim, o final do filme vale cada cêntimo do bilhete)

As nomeações para os Óscares são mais que merecidas. Não só pelo tema abordado que, ao fim e ao cabo, é um bocadinho de cada um dos nossos trabalhos e do nosso dia-a-dia, mas pela forma como o mesmo é colocado na fita.

CLASSIFICAÇÃO:
Whiplash
★★★★★

domingo, 19 de janeiro de 2014

Devaneio por MARIA JOÃO: Corações "vezes milhe"

22:28 Posted by Maria João*** No comments
Tinha tudo para ser mais uma tarde de domingo. No mínimo, aborrecida. Com chuva, frio e programação parola na televisão... Mas não foi.

Foi mais uma tarde de domingo em que o sofá se tornou o nosso lar e o cobertor aqueceu o corpo e a alma. E as tuas palavras sussurradas ao ouvido aqueceram-me o coração. E, a pouco e pouco, o teu abraço fortaleceu o sentimento. E o quanto eu gosto do teu abraço. E do teu beijo. E de te dar a mão. E de estar junto a ti...

Sentir a respiração ofegante e sentir que partilhamos, ali, um pouco mais do que sou, do que tu és, do que somos. Olhar-te nos olhos e senti-los a transbordar de boas energias, de querer estar junto. Mais e sempre mais.

A cada tarde, a cada filme, a cada brincadeira, a cada abraço, a cada carícia, a cada beijo, a cada olhar e cada toque. O que nos une faz-se assim. E assim me faz pensar no presente, no porto de abrigo que tenho todos os dias. O meu apoio. A teu lado. E faz-me pensar no amanhã a que muitos chamam futuro, mas a que eu prefiro chamar "nosso". Porque é meu. Porque é teu. Porque é construído passo a passo, lado a lado, em cada pedacinho, em cada simplicidade.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Devaneio por MÁRIO AUGUSTO

22:35 Posted by Maria João*** No comments
«Para uma verdadeira estrela, os sonhos são aquilo em que se acredita, e os medos são simples desafios. A mais autêntica de entre todas as estrelas é a que toca os outros com o seu encanto, é a que ajuda e partilha, é a estrela da humildade e do trabalho, é a estrela do respeito e da dedicação, é a que sonha e faz sonhar. Mas é, sobretudo, aquela que tem a coragem de tentar conquistar o impossível e que não desiste de lutar todos os dias para que o seu brilho seja eterno (...) Ser uma "estrela" só depende de nós e, acima de tudo, dessa sublime capacidade para acreditar, para conquistar, para ser feliz (...) E faça o favor de tornar a sua vida num filme. Se possível, numa comédia romântica com final feliz.» 
★

Mário Augusto 

IN: "Bastidores de Hollywood" - pág. 9