quarta-feira, 1 de abril de 2015

Momento Clave de Sol: AZEITONAS - "Serviço Ocasional" (CD/DVD)

Quase um ano e meio depois do concerto no Coliseu do Porto, eis que "Serviço Ocasional" da banda portuguesa Azeitonas chega à paragem final. Ou melhor dizendo, às estantes para venda nas grandes superfícies comerciais.

O CD + DVD foi gravado ao vivo no concerto de 02 de Novembro de 2013, na sala mítica portuense e perante casa cheia, completamente esgotada.

Os Azeitonas - AZ formaram-se em 2002 e são atualmente constituídos por Marlon na voz, Nena nos coros, Miguel AJ (Araújo) na guitarra e Salsa no piano proporcionam aproximadamente 130 minutos de música portuguesa de qualidade e que fica no ouvido a cada compasso.

Em cima de palco, para além de banda principal, há um conjunto de músicos que tem notas, compassos e instrumentos no sangue. Desde um baterista incansável até um grupo de sopro cheio de energia e boa disposição, passando pelo baixista e pelo (maravilhoso) percussionista Megre Beça, cheio de sabedoria.

A banda arranca num "Pander" cheio de vivacidade e convida-nos a entrar no "Café Hollywood" para uma curta paragem. Dizem-nos que "Whatever, Tanto Faz" mas levam-nos até à infância e relembram-nos que "Nos Desenhos Animados (Nunca acaba mal)".

Caso haja alguma dúvida (e de nortenhos que são), obrigam o ouvinte/espetador a confirmar que "Lisboa Não é Hollywood" numa música cheia de power e, com uma interpretação incrível, perguntam se alguém quer ir com eles "ver os Aviões".

Mas, se não quiser ir, não faz mal. Não precisa de ficar "Tonto de Ti" e perguntar "Quem és tu Miúda". Sim, essa miúda que dança ao som de "Ray-Dee-Oh". A frase mágica para que isso aconteça é dizer "Dança Menina, Dança" enquanto acompanha a batida e abana o esqueleto. É impossível ficar parado.

Com a presença de convidados que se integraram no concerto de uma forma tão fluída que quase não se notava a sua presença, eis que - com a ajuda da Fanfarra Kaustika - surge uma reprodução única (que, provavelmente, não se tornará a repetir pela complexidade musical que envolve) de "Circo Zen". O hino da vida de um artista circense ou da vida de qualquer um de nós é o fecho de um concerto que, para quem esteve presente, teve tudo de especial e memorável.

Mas não há motivo para preocupações. Há sempre um "Na Na Na" para entoar na "Rua da Alegria" ou na Rua Passos Manuel quase até à Avenida dos Aliados, numa marcha liderada pela banda.

Feito o balanço, há que afirmar: a eternização deste concerto é importante para Os Azeitonas, que têm feito um sem grandes sobressaltos e com pouca divulgação inicialmente (quando comparada com outros artistas), e para os fãs, que mereciam um documento comprovativo da qualidade que o grupo possui.

Há boa música portuguesa, cantada em português. Os Azeitonas são exemplo disso e arrastam multidões. Conta também com um grupo de fãs (Os Azeitolas) que acompanha a banda, de Bragança até Faro, percorrendo muitos quilómetros para ouvir estas e outras músicas, como "Rubi", "Salão América", "Mulheres Nuas", entre outras. É caso para dizer que é de "Angelus".

domingo, 8 de março de 2015

Momento Pipoca: As Cinquenta Sombras de Grey

12:26 Posted by Maria João*** , , No comments

O título de uma notícia do portal Sapo é o mote para este momento de reflexão. «Mais de 47 mil portugueses já compraram bilhete para ver As 50 Sombras de Grey».
O filme de Sam Taylor-Johnson é a adaptação cinematográfica do primeiro volume da trilogia erótica e de sucesso mundial da britânica E.L James.

Como espetadores de outros filmes fortes do género (como "Ninfomaníaca", de Lars Von Trier), e tendo em conta o facto de nenhum de nós ter lido o livro, eu e o Fábio Silva fomos ao cinema na passada quarta-feira. Entramos de mente aberta e cheia de imparcialidade para analisar, com todos os prós e contras, o enredo e a realização.
Apesar disso, reconheço que a fasquia (depois da visualização da maioria dos nomeados aos Óscares) ia demasiado elevada e era difícil conseguir igualar tudo o que tenho visto nos últimos tempos.

As minhas piores previsões confirmaram-se: o filme é bem pior do que julgava ser e, no fim, considerei que o preço do bilhete foi mal empregue!

1 - Os diálogos do filme são medonhos, talvez para se manterem fiéis à escrita de E. L. James. Podem ser comparados com um diálogo entre crianças de 3 anos, na creche, falando sobre brinquedos. Mas bem pior.

2 - O enredo e a rapidez com que tudo decorre dificilmente teria tradução na vida real. Anastasia Steele (Dakota Johnson) é uma estudante de Literatura Inglesa que, a pedido da sua companheira de casa, vai entrevistar o multimilionário e arrogante Christian Grey (Jamie Dornan). Em quatro dias, conhecem-se, ela perde a virgindade, ele controla-a e ela é a cobaia para as experiências fetichistas de Grey.

3 - As representações de Dakota e Jamie são pouco naturais, monótonas, fracamente expressivas e demasiado forçadas. Nada flui e o diálogo mecânico (tal como cenas em que Anastasia Steele entra no escritório de Grey com um trambolhão) contribuem para um filme demasiado "sem sal".

4- O filme é bipolar, tal como as suas personagens. Anastasia Steel, demasiado púdica em alguns momentos e adotando uma atitude de miúda pacata, passa para uma atitude de curiosidade perante os fetiches de Grey, colocando-os em prática por vontade própria. Depois, termina com um ar sonso e questionando/culpando-se (e a Christian Grey) pelos jogos sexuais em que participa.
Já ele é um homem que se descreve com uma frase de pura poesia «Eu não faço amor, eu fodo a sério» e que defende, para bem de si próprio, que não é romântico, não vai ao cinema nem janta fora. Mas, depois, demonstra a sua faceta de possessivo e controlador (com intervalos de romantismo) e vai buscar Anastasia Steele de helicóptero para um passeio, envia primeiras edições de livros, oferece-lhe um automóvel e um computador...

5 - Tanta coisa em volta dos atores que iriam representar estas personagens... Ela fica muito aquém das expetativas e confessou agora, em entrevista ao jornal "El Pais", que não é o seu corpo que surge em todas as cenas, sendo que a produção terá usado uma dupla de corpo. Ele não é nada de especial, tanto a nível facial como do restante corpo. Nem tem um ar de bad boy (ou, pelo menos, de homem misterioso) que era preciso para o filme. Mais a mais: ele tem um olho mais pequeno que outro, o que não é nada sensual.

5 - Quem esperou pelas cenas de sexo e sadomasoquismo pode esquecer qualquer idealização... É tudo demasiado soft, com poucos objetos, poucas cenas fortes, sem corpo à mostra. Quem esperava ver órgãos sexuais, vai-se cansar de tanta espera; quem esperava intensidade, achará as cenas aborrecidas.

6 - Dakota, no papel de Anastasia, morde o lábio - ao longo dos primeiros minutos de filme - cerca de 18 vezes. Sensual? Não, forçado.

7 - Por fim (last, but not least), a história enaltece o abuso das mulheres. E não pensem que sou eu que sou demasiado conservadora... A atitude arrogante, machista e dominadora de Christian Grey - tal como a violência sexual que o mesmo utiliza -, preocupando-se apenas e só com o seu prazer e satisfação pessoal, mostra que o filme não defende, apesar dos tempos que correm e das publicidades alusivas, o fim da agressão psicológica e física. O filme foi banido das salas de cinema na Malásia e na Indonésia e, noutros países orientais, algumas cenas foram censuradas.

Os pontos positivos são poucos mas existem, a saber:
- a casa do Mr Grey é de fazer inveja a qualquer pessoa que anda a pensar em criar o seu cantinho;
- algumas cenas do filme, ainda que o objetivo não seja esse, conseguem ser cómicas, tornando o filme leve e arejado o suficiente para não se ter um derrame cerebral enquanto se visualiza o mesmo;
- a banda-sonora é qualquer coisa extraordinária. É, sem dúvida, o ponto forte do filme. Arranca com uma versão do “I Put a Spell on You” pela voz da Annie Lenox, envolve Beyoncé, um toque pop com Ellie Goulding e o seu “Love Me Like You Do”, e ainda nos dá “Earned it”, dos The Weekend.

Em resumo, muito marketing e pouca qualidade. Desilude-me a cultura portuguesa (e mundial, no fundo) que se rende a filmes com esta qualidade e deixa de lado (com muito pouca receita de bilheteira e muito menos blábláblá) extraordinárias obras como Boyhood, Teoria de Tudo, Jogo da Imitação ou, numa mesma área de abordagem, Ninfomaníaca (um filme com 5 horas e meia e muito mais história para contar, tanto a nível visual como sexual e dramático).

Nota ainda para a composição da sala de cinema nesta noite de quarta-feira: meia dúzia de casais (se tanto), em que a faixa etária já roçava ou ultrpassava os 40/50 anos e uns quantos grupos de mulheres - com uma faixa entre os 20 e os 40 - que se juntaram para ver o filme. Muitos suspiros e comentários durante a película, muitos cochichos, algumas gargalhadas.

50 Sombras de Grey

(apenas pela qualidade da banda-sonora e da fotografia)

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Momento Pipoca: jogo de apostas

10:03 Posted by Maria João*** , , No comments
A noite dos Óscares está aí e, como não podia deixar de ser, os autores deste blogue decidiram partilhar as suas apostas para as categorias principais.

Seguem as opiniões/apostas do Fábio Silva:

Melhor Filme
Preferência: Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)
Aposta: Boyhood - Momentos de uma Vida

Melhor Realizador
Preferência e Aposta: Richard Linklater (Boyhood)

Melhor Ator
Preferência: Michael Keaton (Birdman)
Aposta: Eddie Redmayne (A Teoria de Tudo)

Melhor Atriz
Preferência: Rosamund Pike (Em Parte Incerta)
Aposta: Julianne Moore (O Meu Nome é Alice)

Melhor Ator Secundário
Preferência e Aposta: J.K. Simmons (Whiplash)

Melhor Atriz Secundária
Preferência e Aposta: Patricia Arquette (Boyhood)

Melhor Argumento Original
Preferência e Aposta: Grand Budapest Hotel

Melhor Argumento Adaptado
Preferência e Aposta: A Teoria de Tudo

Melhor Filme de Animação
Preferência e Aposta: Como Treinares o Teu Dragão 2

★ COMENTÁRIO: Não entendo a nomeação de "American Sniper" (um filme bastante genérico) face a obras como "Gone Girl" e "Nightcrawler". Bradley Cooper está a ocupar o espaço que deveria ser de Jake Gylenhall. Pior que isto é a completa omissão de "The Lego Movie" da corrida ao prémio de Melhor Filme de Animação.
Penso que "Boyhood" conquistará a principal estatuetas. Caso me engane, espero que a Academia tenha coragem de eleger "Birdman" ou "Budapest Hotel" em vez do comodismo e facilitismo que a escolha de "A Teoria de Tudo" pode demonstrar.


Seguem as opiniões/apostas de Maria João Vieira:

Melhor Filme
Preferência: Whiplash - Nos Limites
Aposta: Boyhood - Momentos de uma Vida

Melhor Realizador
Preferência: Richard Linklater (Boyhood)
Aposta: Alejandro González Iñárritu (Birdman)

Melhor Ator
Preferência e Aposta: Eddie Redmayne (A Teoria de Tudo)

Melhor Atriz
Preferência: Rosamund Pike (Em Parte Incerta)
Aposta: Julianne Moore (O Meu Nome é Alice)

Melhor Ator Secundário
Preferência e Aposta: J.K. Simmons (Whiplash)

Melhor Atriz Secundária
Preferência: Keira Knightley (O Jogo da Imitação)
Aposta: Patricia Arquette (Boyhood)

Melhor Argumento Original
Preferência:Nightcrawler
Aposta: Grand Budapest Hotel

Melhor Argumento Adaptado
Preferência: O Jogo da Imitação
Aposta: A Teoria de Tudo

Melhor Filme de Animação
Preferência e Aposta: Como Treinares o Teu Dragão 2

★ COMENTÁRIO: Das películas nomeadas para Melhor Filme, não tive oportunidade de ver "Selma" mas tenho a certeza que "American Sniper" é a mais fraca aposta. É uma nulidade e deixou de lado "Gone Girl" ou "Nightcrawler" que prendem o espetador ao ecrã e se revestem de conteúdo diferente. Talvez "Birdman" - apesar da boa cotação - seja o principal derrotado da noite.
"Grand Budapest Hotel" poderá ter lugar nas categorias de Melhor Fotografia, Melhor Guarda-Roupa e Melhor Montagem. Nota ainda para "Interstellar", que poderá vencer na categoria de efeitos visuais e edição de som; "Foxcatcher" tem tudo para vencer em Melhor Caracterização.

Momento Pipoca: Teoria de Tudo

00:13 Posted by Maria João*** , , , No comments

Assim como "O Jogo da Imitação" (crítica do Fábio Silva aqui), a obra "A Teoria de Tudo", de James Marsh, traz-nos a biografia de uma mente brilhante.

O filme decorre em torno do jovem astrofísico Stephen Hawking (interpretado por Eddie Redmayne) e de tudo aquilo que o envolve. Desde as descobertas importantes e que tornam Hawking como um dos nomes mais importantes nas ciências modernas, pelo seu romance com Jane Wide (e que trouxe descendência em fartura) até à descoberta e convivência com uma doença degenerativa - Esclerose Lateral Amiotrófica - que ainda não o atraiçoou (apesar da esperança de vida reduzida após o diagnóstico, aos 21 anos).

"A Teoria de Tudo" é uma das obras nomeadas aos Óscares. O resultado é um registo quase documental. E a receita tem tudo para ser de sucesso: tem como base uma história real (a película baseia-se no livro “Viagem ao Infinito”, escrito pela primeira esposa do cosmólogo britânico); o personagem principal retrata vários problemas/dificuldades e o filme concilia várias histórias em simultâneo, incluindo a luta de Hawking contra as suas próprias convicções e perante a doença e as adversidades que esta lhe traz, sempre com um grande toque de ateísmo e de humor.

O filme não faz abordagens ao ponto de discutir religião ou ciências e essa subtileza é um ponto favorável a James Marsh. Nota positiva também para a banda sonora e para a fotografia.

Eddie Redmayne está impecável no papel que desempenha. O ator adota não só a aparência como a postura e os jeitos do cientista. Consegue, com a redução de movimentos, concentrar toda a atuação no rosto (que transmite os sentimentos e as intenções nos grandes trechos de filme em que permanece mudo). A posição e a maneira como foram colocados os ombros durante as filmagens quase trouxeram dissabores (graves problemas de coluna) a Redmayne. Com todos os condimentos, será uma grande injustiça se o ator britânico não levar o Óscar de Melhor Ator pela intensidade e pela atuação.

Não podemos terminar sem falar de Felicity Jones (que interpreta o papel de Jane Hawking). A atriz - que participou em "O Espetacular Homem-Aranha 2" - é a estudante de Letras com quem Stephen casa e que o acompanha ao longo da doença. Apesar de aguentar firme ao sofrer com as limitações da doença do marido (e que abafam a força inicial com que aborda o casamento), Jane atravessa, no final, uma fase de cansaço decorrente dos cuidados ao marido e da sua ausência enquanto mulher mas presença enquanto mãe e esposa.

Uma curiosidade: Stephen Hawking emprestou a sua própria cadeira de rodas para a gravação do filme e ainda visitou o set de filmagens, demonstrando apoio e aprovação.

Uma nota negativa: o filme centra-se demasiado no romance entre Stephen e Jane. Apesar de não se transformar num drama lamechas, poderia ter sido dada mais atenção ao percurso académico de Hawking.

CLASSIFICAÇÃO:
The Theory of Everything
★★★★★

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Momento Pipoca: O Jogo da Imitação


O biopic continua a ser um género bastante acreditado entre os membros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. É comum encontramos algum filme deste género entre o lote de nomeados para o Óscar de Melhor Filme. Em 2015, são quatro (em oito)!

Em "O Jogo da Imitação" ("The Imitation Game") voltamos atrás no tempo, para a II Guerra Mundial. Nesta obra, seguimos Alan Turing, um génio cuja importância altera o rumo do conflito a favor do Reino Unido e seus aliados.

O argumento toma algumas liberdades criativas face aos reais acontecimentos que se passaram neste período de tempo. No entanto, isso não impede o filme de ser uma obra intensa e cativante durante toda a sua duração. Por baixo das tentativas de criar um método para descodificar o sistema de encriptação da máquina ENIGMA, usada pela Alemanha nazi, são as lutas pessoais dos protagonistas que dão um maior alento à história.

Benedict Cumberbatch é soberbo na pele de Turing. Começamos com alguém pouco sociável, às vezes insultuoso para aqueles que o rodeiam, e tremendamente confiante no seu génio. Ao longo do filme, Cumberbatch revela a verdadeira face do génio: um homem com dúvidas, medos e, afinal, um bom coração.

Do outro lado, assistimos ao regresso de Keira Knightley aos focos de atenção. Joan Clarke, colega de Turing, é um ponto de luta contra as convenções da época: uma mulher. com ideias firmes, que anseia por algo mais do que uma vida de dona de casa. Knightley traz a Clarke um caráter forte, decidido e moderno.

De notar que o ângulo da homossexualidade do protagonista é tratado de uma forma subtil, sem grandes excessos. O realizador, Morten Tyldum (nomeado para o Óscar), mostra um Reino Unido fechado a esta questão, com consequências dramáticas para Turing. E, aqui, coloca-se a questão: é justo que um homem, que tanto contribuiu para o seu país, sofra tanto pela intolerância sexual da sua pátria?

Apesar de seguir as tradicionais convenções do género biográfico, "O Jogo da Imitação" tem tudo para ser um ótimo filme: baseia-se numa história forte (apesar de triste), decorre numa época negra, conta com ótimas prestações (Cumberbatch é grande) e levanta grandes questões morais (tradição, feminismo, homossexualidade e intolerância).

Ainda não vi "Selma" mas, entre os restantes três biopics, "O Jogo da Imitação" é o melhor, em termos gerais. "A Teoria de Tudo" bate os restantes nas prestações de Eddie Redmayne e Felicity Jones, mas a história não tem um ritmo tão bom. "American Sniper" é, sinceramente, o pior filme do lote dos oito nomeados. Clint Eastwood já fez muito melhor.

O Jogo da Imitação
★★★★★