domingo, 22 de fevereiro de 2015

Momento Pipoca: jogo de apostas

10:03 Posted by Maria João*** , , No comments
A noite dos Óscares está aí e, como não podia deixar de ser, os autores deste blogue decidiram partilhar as suas apostas para as categorias principais.

Seguem as opiniões/apostas do Fábio Silva:

Melhor Filme
Preferência: Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)
Aposta: Boyhood - Momentos de uma Vida

Melhor Realizador
Preferência e Aposta: Richard Linklater (Boyhood)

Melhor Ator
Preferência: Michael Keaton (Birdman)
Aposta: Eddie Redmayne (A Teoria de Tudo)

Melhor Atriz
Preferência: Rosamund Pike (Em Parte Incerta)
Aposta: Julianne Moore (O Meu Nome é Alice)

Melhor Ator Secundário
Preferência e Aposta: J.K. Simmons (Whiplash)

Melhor Atriz Secundária
Preferência e Aposta: Patricia Arquette (Boyhood)

Melhor Argumento Original
Preferência e Aposta: Grand Budapest Hotel

Melhor Argumento Adaptado
Preferência e Aposta: A Teoria de Tudo

Melhor Filme de Animação
Preferência e Aposta: Como Treinares o Teu Dragão 2

★ COMENTÁRIO: Não entendo a nomeação de "American Sniper" (um filme bastante genérico) face a obras como "Gone Girl" e "Nightcrawler". Bradley Cooper está a ocupar o espaço que deveria ser de Jake Gylenhall. Pior que isto é a completa omissão de "The Lego Movie" da corrida ao prémio de Melhor Filme de Animação.
Penso que "Boyhood" conquistará a principal estatuetas. Caso me engane, espero que a Academia tenha coragem de eleger "Birdman" ou "Budapest Hotel" em vez do comodismo e facilitismo que a escolha de "A Teoria de Tudo" pode demonstrar.


Seguem as opiniões/apostas de Maria João Vieira:

Melhor Filme
Preferência: Whiplash - Nos Limites
Aposta: Boyhood - Momentos de uma Vida

Melhor Realizador
Preferência: Richard Linklater (Boyhood)
Aposta: Alejandro González Iñárritu (Birdman)

Melhor Ator
Preferência e Aposta: Eddie Redmayne (A Teoria de Tudo)

Melhor Atriz
Preferência: Rosamund Pike (Em Parte Incerta)
Aposta: Julianne Moore (O Meu Nome é Alice)

Melhor Ator Secundário
Preferência e Aposta: J.K. Simmons (Whiplash)

Melhor Atriz Secundária
Preferência: Keira Knightley (O Jogo da Imitação)
Aposta: Patricia Arquette (Boyhood)

Melhor Argumento Original
Preferência:Nightcrawler
Aposta: Grand Budapest Hotel

Melhor Argumento Adaptado
Preferência: O Jogo da Imitação
Aposta: A Teoria de Tudo

Melhor Filme de Animação
Preferência e Aposta: Como Treinares o Teu Dragão 2

★ COMENTÁRIO: Das películas nomeadas para Melhor Filme, não tive oportunidade de ver "Selma" mas tenho a certeza que "American Sniper" é a mais fraca aposta. É uma nulidade e deixou de lado "Gone Girl" ou "Nightcrawler" que prendem o espetador ao ecrã e se revestem de conteúdo diferente. Talvez "Birdman" - apesar da boa cotação - seja o principal derrotado da noite.
"Grand Budapest Hotel" poderá ter lugar nas categorias de Melhor Fotografia, Melhor Guarda-Roupa e Melhor Montagem. Nota ainda para "Interstellar", que poderá vencer na categoria de efeitos visuais e edição de som; "Foxcatcher" tem tudo para vencer em Melhor Caracterização.

Momento Pipoca: Teoria de Tudo

00:13 Posted by Maria João*** , , , No comments

Assim como "O Jogo da Imitação" (crítica do Fábio Silva aqui), a obra "A Teoria de Tudo", de James Marsh, traz-nos a biografia de uma mente brilhante.

O filme decorre em torno do jovem astrofísico Stephen Hawking (interpretado por Eddie Redmayne) e de tudo aquilo que o envolve. Desde as descobertas importantes e que tornam Hawking como um dos nomes mais importantes nas ciências modernas, pelo seu romance com Jane Wide (e que trouxe descendência em fartura) até à descoberta e convivência com uma doença degenerativa - Esclerose Lateral Amiotrófica - que ainda não o atraiçoou (apesar da esperança de vida reduzida após o diagnóstico, aos 21 anos).

"A Teoria de Tudo" é uma das obras nomeadas aos Óscares. O resultado é um registo quase documental. E a receita tem tudo para ser de sucesso: tem como base uma história real (a película baseia-se no livro “Viagem ao Infinito”, escrito pela primeira esposa do cosmólogo britânico); o personagem principal retrata vários problemas/dificuldades e o filme concilia várias histórias em simultâneo, incluindo a luta de Hawking contra as suas próprias convicções e perante a doença e as adversidades que esta lhe traz, sempre com um grande toque de ateísmo e de humor.

O filme não faz abordagens ao ponto de discutir religião ou ciências e essa subtileza é um ponto favorável a James Marsh. Nota positiva também para a banda sonora e para a fotografia.

Eddie Redmayne está impecável no papel que desempenha. O ator adota não só a aparência como a postura e os jeitos do cientista. Consegue, com a redução de movimentos, concentrar toda a atuação no rosto (que transmite os sentimentos e as intenções nos grandes trechos de filme em que permanece mudo). A posição e a maneira como foram colocados os ombros durante as filmagens quase trouxeram dissabores (graves problemas de coluna) a Redmayne. Com todos os condimentos, será uma grande injustiça se o ator britânico não levar o Óscar de Melhor Ator pela intensidade e pela atuação.

Não podemos terminar sem falar de Felicity Jones (que interpreta o papel de Jane Hawking). A atriz - que participou em "O Espetacular Homem-Aranha 2" - é a estudante de Letras com quem Stephen casa e que o acompanha ao longo da doença. Apesar de aguentar firme ao sofrer com as limitações da doença do marido (e que abafam a força inicial com que aborda o casamento), Jane atravessa, no final, uma fase de cansaço decorrente dos cuidados ao marido e da sua ausência enquanto mulher mas presença enquanto mãe e esposa.

Uma curiosidade: Stephen Hawking emprestou a sua própria cadeira de rodas para a gravação do filme e ainda visitou o set de filmagens, demonstrando apoio e aprovação.

Uma nota negativa: o filme centra-se demasiado no romance entre Stephen e Jane. Apesar de não se transformar num drama lamechas, poderia ter sido dada mais atenção ao percurso académico de Hawking.

CLASSIFICAÇÃO:
The Theory of Everything
★★★★★

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Momento Pipoca: O Jogo da Imitação


O biopic continua a ser um género bastante acreditado entre os membros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. É comum encontramos algum filme deste género entre o lote de nomeados para o Óscar de Melhor Filme. Em 2015, são quatro (em oito)!

Em "O Jogo da Imitação" ("The Imitation Game") voltamos atrás no tempo, para a II Guerra Mundial. Nesta obra, seguimos Alan Turing, um génio cuja importância altera o rumo do conflito a favor do Reino Unido e seus aliados.

O argumento toma algumas liberdades criativas face aos reais acontecimentos que se passaram neste período de tempo. No entanto, isso não impede o filme de ser uma obra intensa e cativante durante toda a sua duração. Por baixo das tentativas de criar um método para descodificar o sistema de encriptação da máquina ENIGMA, usada pela Alemanha nazi, são as lutas pessoais dos protagonistas que dão um maior alento à história.

Benedict Cumberbatch é soberbo na pele de Turing. Começamos com alguém pouco sociável, às vezes insultuoso para aqueles que o rodeiam, e tremendamente confiante no seu génio. Ao longo do filme, Cumberbatch revela a verdadeira face do génio: um homem com dúvidas, medos e, afinal, um bom coração.

Do outro lado, assistimos ao regresso de Keira Knightley aos focos de atenção. Joan Clarke, colega de Turing, é um ponto de luta contra as convenções da época: uma mulher. com ideias firmes, que anseia por algo mais do que uma vida de dona de casa. Knightley traz a Clarke um caráter forte, decidido e moderno.

De notar que o ângulo da homossexualidade do protagonista é tratado de uma forma subtil, sem grandes excessos. O realizador, Morten Tyldum (nomeado para o Óscar), mostra um Reino Unido fechado a esta questão, com consequências dramáticas para Turing. E, aqui, coloca-se a questão: é justo que um homem, que tanto contribuiu para o seu país, sofra tanto pela intolerância sexual da sua pátria?

Apesar de seguir as tradicionais convenções do género biográfico, "O Jogo da Imitação" tem tudo para ser um ótimo filme: baseia-se numa história forte (apesar de triste), decorre numa época negra, conta com ótimas prestações (Cumberbatch é grande) e levanta grandes questões morais (tradição, feminismo, homossexualidade e intolerância).

Ainda não vi "Selma" mas, entre os restantes três biopics, "O Jogo da Imitação" é o melhor, em termos gerais. "A Teoria de Tudo" bate os restantes nas prestações de Eddie Redmayne e Felicity Jones, mas a história não tem um ritmo tão bom. "American Sniper" é, sinceramente, o pior filme do lote dos oito nomeados. Clint Eastwood já fez muito melhor.

O Jogo da Imitação
★★★★★

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Momento Pipoca: BOYHOOD

20:38 Posted by Maria João*** , , , No comments

"Boyhood" é um filme americano que demorou doze anos a ser filmado; a produção começou em 2002 e terminou nos finais de 2013. E os doze anos que separam a infância da juventude de Mason Jr. levam o espetador a acompanhar, de perto, as alegrias e os dramas da personagem principal e dos seus familiares, verificando o crescimento e as mudanças naturais dos atores que dão vida ao filme.

Com um elenco de luxo, a história de Mason Jr. (Ellan Coltrane) passa pelo divórcio dos seus pais - que tentam, com uma relação cordial, criá-lo com o mínimo de incómodos possíveis -, a relação com a sua irmã (que passa da infância irritante a uma adolescência problemática), e o percurso escolar até à entrada para a faculdade, que deixa a família mais próxima com uma grande manifestação de orgulho. O sub-título "Momentos de uma vida" não é por acaso...

Apesar da personagem principal, o filme centra-se no dia-a-dia do enredo familiar, passando pelas mudanças frequentes de lar e as relações instáveis da mãe de Mason (Patrícia Arquette, "Médium"), com os problemas alcoólicos e violentos dos seus companheiros à mistura.

Quando o final do filme se aproxima, são notórias as semelhanças a nível visual entre Mason Jr. e o seu progenitor (Ethan Hawke), o que resulta numa grande união entre a narrativa e o tempo cronológico.

Do ponto de vista cinematográfico, o projeto de Richard Linklater (trilogia de "Antes do Amanhecer" e "Escola de Rock") é interessante e criou uma grande expetativa. As passagens temporais são bem pensadas, fazendo transições justificadas e que inserem referências à cultura representada, desde as eleições, a evolução da Apple e dos videojogos e a loucura Harry Potter.

A nomeação (e o prémio, caso seja arrecadado) para Melhor Realização é de uma tremenda justiça. Primeiro, pela complexidade que a rodagem deste filme envolveu; segundo, pelo risco que Linklater correu: os atores desistirem/perderem o interessse no projeto ou levar o espetador a dissipar-se a meio do filme.

A duração extensa do filme é justificada e não cansa. Pelo contrário, a história flui naturalmente e não pesa o tempo passado na sala de cinema.

CLASSIFICAÇÃO:
Boyhood
★★★★

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Devaneio por FÁBIO SILVA: Coisas de namorado

18:17 Posted by Fábio Silva No comments

Hoje, era suposto escrever uma crítica ao filme "A Teoria de Tudo", um dos nomeados ao Óscar de Melhor Filme. No entanto, trago este pequeno devaneio, sob a pele de um namorado apaixonado.

Dois anos e três meses. O tempo que passou desde que dei um passo em frente e convidei uma rapariga muito especial para fazer parte da minha vida. Ela aceitou e os meus dias tornaram-se infinitamente melhores.

Ontem, fui ter com ela ao seu local de trabalho. Subi, abri a porta e sentei-me numa cadeira enquanto esperava que a namorada acabasse de organizar as suas tarefas para irmos passear.

É fascinante, como fiquei vidrado nela enquanto esperava. Ela falava ao telefone para dar um recado e sorria. Foquei-me naquele sorriso e pensei na sorte que me abençoara por ter aquela pessoa a meu lado. Aquela que, para o meu coração, é a mulher mais bonita do mundo e a minha cara-metade. Sim, porque nem todos têm a sorte de encontrar o par perfeito na sua vida. Este rapaz, que nunca atraiu vivalma, encontrou a sua à primeira e, depois de mais de dois anos com ela, nada mais deseja do que continuar a merecer o seu amor.

Estar numa relação pode ser complicado, mas tudo fica mais facilitado na companhia da pessoa certa. Espero continuar a ser merecedor do teu coração porque do meu terás sempre o maior carinho e dedicação. Obrigado, por tudo o que me deste, dás e virás a dar. Amo-te!

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Momento Bússola: "Havemos de ir a Viana!"

22:47 Posted by Maria João*** , , , No comments


O passeio de domingo levou-nos a um dos topos de Portugal... mas não nos fez perder o Norte.

Carro pronto, uma boa banda sonora e o GPS alinhado. Uma paragem em Vila do Conde, uma passagem na Póvoa do Varzim, uma foto em Esposende.

Depois disso, Viana do Castelo. A cidade atlântica. Acessos um tanto ou quanto complicados, uma cidade demasiado adormecida para um domingo à tarde. Mas o passeio pela marginal foi bonito, tanto como as vistas por lá, como olhar de perto para o Navio-Hospital Gil Eannes, ou a passagem pela Ponte Eiffel.

Um shopping com os pilares assentes na estação ferroviária, o Centro de Congressos em cima do rio, as ruas estreitas e com muito para descobrir.

E, claro, não podia faltar Santa Luzia. O Santuário - cuja construção foi concluída em 1959 - é o cartão de visita da cidade e tem uma envolvente ímpar. Os acessos são fáceis e o templo-monumento é ainda servido pelo Elevador/Funicular.

Uma paisagem de cortar a respiração (a partir do miradouro e do zimbório), onde Portugal Continental se une à água azul, e com a melhor vista de 360º sobre a cidade. Toda uma escadaria para namorar e com direito a conhecer o gato do padre.
Citando Amália Rodrigues,
«Ó meu amor de algum dia
Havemos de ir a Viana
Se o meu sangue não me engana
Havemos de ir a Viana»


E como o longe se faz perto, houve gasolina para fazer os quilómetros que distanciam Viana de Ponte de Lima. Com muito mais vida nas ruas, foi bonito o passeio que se fez pelas ruas desta vila.

O fim-de-tarde iluminou a bonita ponte sobre o Rio Lima e nem as baixas temperaturas tiraram a luz que o Norte erradia. Decorria também a "Feira do Porco e as Delícias do Sarrabulho", deixando no ar um conjunto de sons, cheiros e sorrisos que aconchegaram o coração.

A viagem trouxe-nos de volta ao Porto e ao desassossego da semana, mas as farturas pelo caminho serviram para antecipar o jantar!


★★★★★ NOTA POSITIVA: A vista deslumbrante do Santuário de Santa Luzia sobre a cidade de Viana do Castelo.
NOTA NEGATIVA: A pacatez nas ruas vianenses e a estupidez de alguns condutores portugueses.

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Momento Pipoca: Marvel Cinematic Universe - Fase 1

Foto: HD Wallpapers
Depois da Maria João dar a sua opinião sobre "Whiplash", chegou a altura de dar o meu primeiro contributo para o Songs and Popcorns. Desta vez, falaremos de super-heróis!

Apesar da Marvel dar a sua cara na Sétima Arte há já vários anos, o seu Universo Cinematográfico (MCU) - com filmes criados pela Marvel Studios e não por outras companhias - teve o seu início em 2008. E falamos num mundo interligado, onde nenhum filme é independente da dimensão onde decorrem os restantes. Isto lançou um novo modelo no género, esquema esse que outras entidades (DC Comics/Warner Bros, Sony e FOX) estão a tentar implementar, mas sem a organização que a Marvel tem demonstrado. Isto não significa que tais universos não venham a ter qualidade, exceto o da Sony, claro (conseguiram estragar a série "Homem-Aranha" duas vezes).

Vamos então avaliar a Fase 1 do MCU (2008-2012), a que tudo começou.

O milionário que, afinal, tem coração.

A ideia não podia ter começado de melhor forma. Estavamos em 2008 e "Homem de Ferro" acabava de chegar aos cinemas. O filme foi um êxito entre os críticos e um sucesso de bilheteira. Robert Downey Jr. interpretava, de forma brilhante, Tony Stark, um milionário egocêntrico, dono da maior empresa de armamento do mundo, No entanto, o seu mundo pessoal acabaria por ruir depois de ser raptado por forças terroristas no Médio-Oriente e ter a vida ameaçada com estilhaços a tentar penetrar no seu coração. Obrigado a construir uma poderosa arma, viria a inventar um fato revolucionário, cujo objetivo era ajudá-lo a escapar dos seus captores. A experiência corre quase na perfeição e a atitude de Stark para com as suas ações.

"Homem de Ferro" lançou as bases do MCU e continua a estar entre os melhores filmes deste universo. A sequela não conseguiu manter a mesma qualidade, mas continua a ser uma obra de bom entretenimento.

Redimir o monstro verde

Também em 2008, surge "O Incrível Hulk", com Edward Norton no papel de Bruce Banner. O filme mais sério da fase 1 é também um dos menos divulgados. Não teve grandes retornos na bilheteira e os críticos não ficaram tão entusiasmados como em "Homem de Ferro",

Apesar de não ser tão bom como a rampa de lançamento do MCU, "Hulk" é melhor que a adaptação de 2003, realizada por Ang Lee. Norton é bom no papel Bruce Banner, um homem que, vítima de um acidente com raios gama, se transforma num monstro agressivo. Liv Tyler, apesar de poder ser melhor, é uma Betty Ross que cumpre, face ao que lhe dão para fazer. A Tim Roth também deveria ter um pouco mais de desenvolvimento como Emil Blonsky mas, face a outros vilões, o seu tempo de ecrã e as motivações que movem a personagem são satisfatórias.

Tenho pena que só Banner/Hulk tenham transitado para outros filmes e que Betty Ross e o seu pai, o General Thunderbolt Ross, tenham caído no esquecimento dos produtores.

A Marvel expande-se

"Thor", lançado em 2011, é o filme menos conseguido da Fase 1. Entretem bastante, tem ideias e personagens interessantes e um dos melhores vilões do MCU. No entanto, há algo no argumento e realização - o humor um pouco excessivo e sem sentido e algumas personagens menos interessantes - que o deixam abaixo dos demais e que a sequela não conseguiu corrigir, muito pelo contrário.

Chris Hemsworth veste a pele de Thor, um asgardiano - seres extraterrestres, de Asgard, que dominam e protegem os nove reinos, entre os quais, a Terra. Devido à sua natureza combativa e um pouco imatura, Thor provoca o reatar de uma guerra antiga e é expulso para Midgard (Terra). Aqui, terá de se habituar aos costumes dos humanos, na companhia de Jane Foster (Natalie Portman) e seus companheiros, enquanto Loki (Tom Hiddleston) procura dominar Asgard.

Com "Thor", a Marvel inicia a sua expansão para o universo cósmico (que tem o seu pleno em "Guardiões da Galáxia") e aumenta o leque de possibilidades para o futuro do MCU.

Regressar ao passado

O último filme a "solo" da Marvel Studios é "Capitão América: O Primeiro Vingador". Nesta obra, voltamos à II Guerra Mundial. Aqui, seguimos Steve Rogers (Chris Evans), um jovem com uma estrutura corporal fraca, mas um espírito fortíssimo e um bom coração.

Rogers toma parte numa experiência para criar um exército de super-soldados. Apesar do teste correr bem, o protagonista acaba por ser o único a ter estas capacidades e torna-se no Capitão América, uma espécie de atração turística para o povo americano. Mas Steve quer fazer mais pela sua nação.

"Capitão" volta a colocar o MCU no bom caminho. Evans cumpre o seu papel e é acompanhado por um bom grupo de atores, onde se destacam Haley Atwell, Dominic Cooper, Stanley Tucci, Hugo Weaving e Tommy Lee Jones. O filme não é perfeito, mas é bom o suficiente para nos deixar a ansiar o climax desta Fase 1.

O culminar de tudo

Joss Whedon tinha nas mãos a enorme responsabilidade de juntar, num único filme, todos os heróis que tinham sido apresentados anteriormente. A balança pendia para os dois lados: ou o filme era um sucesso, ou um perfeito desapontamento ("Homem-Aranha 3" tinha deixado uma má impressão quanto a obras com muitos heróis/vilões de peso). "Os Vingadores" superou todas as expectativas!

Whedon conseguiu encontrar o equilíbrio para todos os heróis, desenvolvendo-os ainda mais, criou uma verdadeira ameaça que os obrigasse a unir esforços e ainda arranjou tempo para um terceiro ato que é um hino ao género da banda-desenhada , Isto tudo em 140 minutos, Uma obra notável.

O último filme da Fase 1 conseguiu centrar todas as atenções no que a Marvel trouxera e e ainda poderia dar no futuro.

Com "Os Vingadores", fecha-se a era das chamadas histórias de origem. Daqui em diante, os filmes viriam a focar-se mais na história presente e futura, deixando as raízes das personagens para segundo plano, mas sem nunca as esquecer ("Guardiões" é um bom exemplo disso).

A Fase 1 do Universo Cinematográfico da Marvel veio despertar uma nova corrida ao investimento nos super-heróis, Por enquanto, a empresa da Disney continua na frente. A DC Comics tenta apanhar o comboio mas, como o lançamento do seu universo foi tão repentino, teremos que esperar pelo desenrolar dos seus lançamentos.

Por enquanto, a Fase 2 do MCU já está a terminar. Com os seus altos e baixos, fecha em 2015 com "Os Vingadores: A Era de Ultron" e "Ant-Man". Será que fechará com chave de ouro? Quem sabe...

Classificação:
★★★★

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Momento Pipoca: WHIPLASH

22:34 Posted by Maria João*** , , , No comments
Quem vê o trailer de “Whiplash” não vê, à partida e naqueles cerca de 120 segundos, nada que desperte a atenção nem que imagine o que está reservado para os 107 minutos de duração do filme.

“Whiplash” é um filme musical. Intenso. Tão intenso como as personagens que representam os papéis prinicipais. Não os imagino entregues a outros atores.

A história contada é a de Andrew (Miles Teller, "Divergent" e "21 and over"), um promissor baterista que luta para chegar a um lugar de topo na música jazz. Mas esta luta envolve um misto de concorrência e muito trabalho árduo, com gritos, suores e sangue à mistura.

O professor do Conservatório, Fletcher, (J.K.Simmons, "Spider-Man") é o balde de água fria a cada passo que o jovem Andrew dá, duvidando das capacidades e colocando em causa cada nota entoada na bateria.

Esta personagem arrogante (e que em muito se associa à palavra "mentor") é motivo de uma nomeação para os Óscares, como ator secundário. A distinção é merecida, tal a interpretação e intensidade que se sente a cada palavra proferida e os sentimentos que desperta nos espetadores.

O filme é uma autêntica surpresa, a cada pedaço de tela. E não há lugar para desafinações. Aquilo que parece uma premissa básica, sem grandes rodeios, dá lugar a uma envolvência que só termina com os últimos minutos de filme. (Sim, o final do filme vale cada cêntimo do bilhete)

As nomeações para os Óscares são mais que merecidas. Não só pelo tema abordado que, ao fim e ao cabo, é um bocadinho de cada um dos nossos trabalhos e do nosso dia-a-dia, mas pela forma como o mesmo é colocado na fita.

CLASSIFICAÇÃO:
Whiplash
★★★★★